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O que fazer em Gramado: as 10 atrações que valem o dia (e o que pular)

Dez atrações, do parque de neve à igreja de pedra, com a hora certa de ir em cada uma. E o aviso que quase nenhuma lista dá: o que cansa mais do que entrega.

O que fazer em Gramado: as 10 atrações que valem o dia (e o que pular)

Toda lista de "o que fazer em Gramado" tem as mesmas dez atrações. A diferença útil não é quais — é quando ir em cada uma, porque a mesma atração numa terça de manhã e num sábado às 15h são duas experiências diferentes, e uma delas você não recomendaria a ninguém.

Trabalhamos nesta cidade o ano inteiro. O que vem abaixo é a lista com a informação que falta nas outras: a hora, a fila e o que cansa mais do que entrega.

As 10

1. Snowland — o único parque de neve indoor das Américas

Cerca de 16 mil m² a −5 °C o ano inteiro, com neve de verdade caindo lá dentro faça sol ou chuva do lado de fora. Tem montanha com tubing e escorregadores, a Caverna do Yeti e pista de patinação.1

Quando ir: é o programa de dia inteiro da viagem. Reserve a manhã inteira, não a tarde — depois de duas horas no frio, a energia acaba.
Sinceridade: é caro e é o passeio que mais divide opinião. Quem nunca viu neve acha inesquecível; quem já viu, acha caro. Roupa e luvas estão inclusas no ingresso, então não leve.

2. Mini Mundo — as miniaturas que sobrevivem à idade adulta

Réplicas em escala de cidades e cenários europeus, com jardinagem no mesmo capricho.2

Quando ir: cedo. É o passeio mais fotografado da cidade e o mais atrapalhado por gente na frente.
Bônus: tem área coberta, o que o torna um dos poucos parques que funciona em dia de chuva.

3. Lago Negro — e a hora que muda tudo

Parque público em volta do lago, cujas águas parecem escuras pela sombra das árvores. Tem pedalinho, quiosques e uma volta a pé curta.3

Quando ir: logo cedo ou no fim da tarde. De manhã a água fica espelhada antes de o vento levantar; ao entardecer a luz baixa atravessa as araucárias. No meio do dia é só um lago com gente.

4. Rua Coberta — o plano que funciona em qualquer clima

Um quarteirão inteiro coberto por telhado de vidro, com restaurantes, lojas e eventos ao longo do ano.4

Quando ir: qualquer hora — e é justamente esse o valor dela. Chuva forte, sol de meio-dia, frio de agosto: a Rua Coberta continua funcionando. É o cartão coringa do roteiro.
À noite ela vira outro lugar, com as luzes acesas.

5. Praça das Etnias e a Igreja Matriz São Pedro

A praça homenageia os povos que formaram a cidade, com réplicas de casas típicas, fontes e jardins; ela fica ao lado da Rua Coberta e em frente à igreja, em pedra basáltica.5

Quando ir: manhã, antes de encher. As três coisas — praça, igreja e Rua Coberta — se resolvem em uma hora e meia a pé.

6. Le Jardin — a lavanda, e o mês que importa

Parque de lavanda no caminho entre Gramado e Nova Petrópolis.6

Aviso honesto: lavanda floresce, e fora da floração o que se vê são arbustos verdes. Antes de incluir no roteiro, confirme como está a floração — a diferença entre a foto do folheto e o que você vai encontrar é sazonal, não é sorte.

7. Acquamotion — águas termais cobertas

Parque aquático coberto e climatizado, com águas termais.7

Quando ir: no dia frio ou chuvoso da viagem, que é quando ele deixa de ser "mais um parque" e vira a melhor decisão do dia. Ir num dia de sol é desperdiçar o sol.

8. As fábricas de chocolate

Gramado tem várias marcas com visitação — Prawer, Lugano, Florybal, Planalto, Caracol. A Prawer se apresenta como o primeiro chocolate artesanal do Brasil; a Lugano, na Avenida Borges de Medeiros, mantém uma área temática com mais de 200 peças feitas inteiramente em chocolate.8

Quando ir: fim de tarde, depois do passeio ao ar livre. E escolha uma: as visitas se parecem, e a terceira em dois dias vira compra de souvenir com roteiro.

9. Palácio dos Festivais e o Caminho das Estrelas

O prédio do Festival de Cinema, na Borges de Medeiros. Durante o festival, em agosto, um tapete vermelho liga o Palácio à Rua Coberta.9

Quando ir: se a viagem é em agosto, o festival muda a cidade — vale planejar em volta dele. Fora de agosto, é uma parada de dez minutos no caminho.

📖 Escrevemos um post inteiro sobre isso: o guia do Festival de Cinema de Gramado e a história do Kikito.

10. O Pórtico de Gramado

Os dois pórticos que marcam a entrada da cidade, o mais antigo de 1973.10

Quando ir: entre 8h e 9h, ou você vai fotografar a fila. É uma avenida com trânsito — a foto não vale um susto.

Retrato sépia de mulher com chapéu de palha, vestido de época e leque aberto, sentada em poltrona antiga
Entre uma atração e outra: o programa coberto que não depende do tempo.Acervo Recordar Fotos à Moda Antiga

O que costuma decepcionar

Nenhuma lista diz isso, então vai aqui:

  • Parque temático em série. Dois num mesmo dia é o erro mais comum. Eles cansam parecido e a memória mistura os dois.
  • Fila de véspera de feriado. Gramado em feriado prolongado tem tempo de espera que muda o roteiro inteiro. Se der para viajar na semana, viaje.
  • Roteiro sem intervalo. A cidade é pequena e a tentação é encaixar tudo. O que as pessoas mais lembram depois costuma ser a caminhada sem hora marcada, não a atração de ingresso.

Entre uma atração e outra

Gramado tem um problema de roteiro que ninguém antecipa: as atrações de ingresso ocupam meio dia cada, e sobram as janelas — a manhã de chuva, as duas horas antes do jantar, a tarde em que o parque estava lotado demais.

É onde entra um programa coberto, curto e que não depende do tempo. O nosso é um deles: um ensaio à moda antiga leva cerca de uma hora, com figurino e cenário inclusos, nos estúdios de Gramado e Canela. Fica dito — é o nosso negócio, e é por isso que este blog existe.

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para conhecer Gramado?
Dois dias cobrem o centro e uma atração de ingresso com calma. Três permitem incluir os parques temáticos e ainda sobrar tempo para Canela, que fica a menos de 10 km.
Qual a melhor época para visitar Gramado?
Depende do que você quer. Agosto tem frio de verdade e o Festival de Cinema; de outubro a dezembro há a temporada de Natal Luz, que é a mais concorrida e a mais cara. Fevereiro e março são os meses mais vazios.
O que dá para fazer de graça em Gramado?
Rua Coberta, Praça das Etnias, Igreja Matriz, Lago Negro, Pórtico e o mirante do Vale do Quilombo. Dá para montar um dia inteiro sem ingresso.
Vale a pena comprar ingresso antecipado?
Em feriado e na temporada de Natal, sim — muda o tempo de fila. Fora disso, a compra na hora costuma resolver e deixa o roteiro flexível.

Referências

  1. Snowland: cerca de 16 mil m², −5 °C o ano inteiro, Montanha de Neve, Caverna do Yeti e pista de patinação. Melhores Destinos; Viaje pra Gramado.
  2. Mini Mundo, incluindo a área coberta que o torna viável em dia de chuva. Café Viagem — atrações para dias de chuva.
  3. Parque do Lago Negro, público, e a origem da cor escura da água. Gramado.blog.br.
  4. Rua Coberta, quarteirão com telhado de vidro no centro. Buenas Dicas.
  5. Praça das Etnias, ao lado da Rua Coberta e em frente à Igreja Matriz São Pedro. Viagens e Caminhos.
  6. Le Jardin nos roteiros de Gramado. Dicas de Viagem — o que fazer em Gramado.
  7. Acquamotion, parque aquático coberto e climatizado com águas termais. Café Viagem.
  8. Marcas com visitação em Gramado e o que cada uma oferece. Café Viagem; Prawer.
  9. Palácio dos Festivais, na Av. Borges de Medeiros, e o Caminho das Estrelas até a Rua Coberta. Portal Gramado.
  10. Pórtico de Gramado, o mais antigo de 1973. Laçador de Ofertas.
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